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NEABI - UNIFEI debate economia, saúde, arte e educação durante o mês de novembro.
Programação expande significado da consciência negra na universidade com temas do cotidiano.
Economia, saúde, arte e educação foram os quatro pilares do Novembro Negro promovido pelo Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas da UNIFEI (NEABI), coordenado por Heloisa Helena dos Santos Amâncio, chefe da Ouvidoria da Universidade Federal de Itajubá. A programação teve como objetivo valorizar saberes ancestrais e refletir sobre o presente e o futuro da população negra e indígena no Brasil.
De acordo com o Censo de 2022 do IBGE, pretos e pardos representam 55,5% da população brasileira, cerca de 112,7 milhões de pessoas. A partir desse contexto, os eventos realizados em Itajubá reuniram atividades gratuitas que integraram cultura, educação, saúde e empreendedorismo.
As ações tiveram início no dia 15 de novembro com o musical “Uma Viagem ao Ritmo do Samba”, da banda Voz da Diversidade, no salão de apoio da Reitoria, com apoio do professor Carlos Alberto Pimenta. No dia 17, integrantes do NEABI estiveram na Escola Estadual Wenceslau Neto, dialogando com estudantes do quinto ano sobre Consciência Negra, em atividades que despertaram nos alunos o interesse em ingressar futuramente na UNIFEI.
No dia 18 de novembro, aconteceu o evento Èkós: Ancestralidade e Futuro, no salão de apoio da Reitoria, das 9h30 às 18h. A programação contou com um debate sobre empreendedorismo negro, com a participação do ex-aluno Richardson Nunes, mediado pela psicóloga Priscila Daniela, integrante do NEABI. Também foi apresentado o projeto de empoderamento negro do estudante Bruno Pereira, coordenado pela servidora Tatiana Rocha Amaro e apoiado pela Pró-Reitoria de Extensão da UNIFEI. O evento incluiu ainda uma palestra sobre cuidados de saúde da população negra, ministrada por Amanda Susi da Silva, da Secretaria de Saúde de Itajubá e do Comitê de Equidade da Saúde, além de apresentações artísticas de estudantes da rede municipal.
A programação cultural seguiu com uma aula de Daniel Abrão Cipriano sobre a história do samba e as contribuições africanas para a música brasileira, encerrada com uma roda de samba em celebração ao Èkós. O Novembro Negro também apresentou à comunidade acadêmica novas obras da biblioteca da UNIFEI, com autores negros e indígenas indicados pelo NEABI, incluindo Ana Maria Gonçalves e o diário do engenheiro André Rebouças.
No dia 19 de novembro, o NEABI realizou uma palestra para técnicos administrativos da Faculdade de Medicina de Itajubá. Ampliando as ações para além da universidade, integrantes do núcleo participaram de uma visita ao Rio de Janeiro nos dias 27 e 28 de novembro, com apoio da Pró-Reitoria de Graduação, conhecendo a Festa Literária das Periferias (FLUP), o circuito Pequena África e o Museu Pretos Novos, sob organização do professor Paulo Nunes.
As atividades do Novembro Negro na UNIFEI foram encerradas com a reapresentação da exposição fotográfica de pessoas negras da/na universidade durante o evento “Homenagem ao Tambu”, promovido pelo Instituto Sapucaí.
